16/02/2001
A
luta é de todos
Plenária de
abertura reafirma união de esforços por um novo modelo social
A abertura do XX Congresso
do Andes-SN, realizada ontem no Teatro Odylo Costa, filho, foi marcada
pelo pluralismo. Os mais diversos segmentos da sociedade estiveram
representados: movimento negro, comunidade indígena, CUT, MST, CNTE,
Fasubra, CONTEE, Sinasefe, UNE, DCE-UERJ, ASUERJ, ASHUPE, reitoria da
UERJ, partidos de oposição, entre outros. Mais de 400 pessoas
estiveram presentes.
Ao completar vinte anos de existência, o Sindicato Nacional reafirma o
seu objetivo de ser elo entre universidade e sociedade, propondo
alternativas para influir no futuro do País.
Com o tema Movimentos Sociais & Universidade: a mesma luta, o
congresso abre discussão sobre o movimento docente na atual conjuntura,
políticas sociais e perspectivas contra o modelo neoliberal e suas trágicas
conseqüências para a universidade pública.
Foi consenso entre os componentes da plenária de abertura a importância
da união de esforços e a mobilização em defesa da universidade pública,
gratuita e de qualidade.
A professora Mirian Limoeiro iniciou as falas da noite homenageando
Florestan Fernandes, símbolo da luta por um novo modelo para educação
brasileira. Ela ressaltou que atual conjuntura política é altamente
desfavorável para a autonomia dos movimentos organizados. Daí a
necessidade de ampliação de reflexões críticas e articulação das
lutas contra os ataques do governo federal.
Uma das presenças mais esperadas foi a do líder nacional do MST, João
Pedro Stédile. Ele destacou que o movimento universitário está sendo
revigorado e fez uma avaliação da atual correlação de forças políticas
no Brasil. No seu discurso, não poupou críticas à lógica entreguista
do governo FHC. “Não é possível resolver questões fundamentais
para o Brasil, como escolas públicas e gratuitas para todos, sem romper
compromissos assumidos com organismos internacionais”, afirmou.
O representante da comunidade indígena, Samuel Carajá, lembrou que a
universidade não pode estar longe dos índios, dos negros, dos
sem-terra e sem-teto. “Acredito na luta de vocês. A responsabilidade
de mudar o País é muito grande. Esse congresso pode ser um ponto de
partida para essas mudanças”, concluiu.
15/02/2001
Docentes reúnem-se na UERJ para debater
momento político e futuro do ensino superior no País
Sindicato inicia a articulação para greve nacional contra projeto de emprego publico do MEC
Sob o tema "Movimentos Sociais e Universidade: a mesma luta", professores das mais diversas universidades do País estarão reunidos durante o 20º Congresso Nacional do ANDES- SN (Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior), no campus da UERJ (Maracanã), que acontece nos dias 15 a 20 de fevereiro.
O Congresso é o fórum máximo de decisões da categoria e determina a agenda política do sindicato para o ano de 2001. A meta para este ano é a articulação de uma greve nacional contra o projeto de emprego público do governo Federal. O PL em tramitação no Congresso transforma professores e funcionários técnico-administrativos das universidades públicas em celetistas.
Para o presidente do Sindicato, professor Roberto Leher todos os setores do sindicato concordam que para deter o projeto do emprego público é necessário uma greve nacional maior do que a de 98, não em número de dias, mas em amplitude. Defendemos que ela não seja exclusiva de docente, mas conjunta com os técnico-administrativos e estudantes. Será uma greve em defesa da universidade
A Plenária de Abertura contará com a presença de várias personalidades do mundo acadêmico e político. Dentre elas, cabe destacar a de João Pedro Stédile, líder do MST, e a do Deputado Gilmar Machado, presidente da Comissão de Educação, Cultura e Desportos da Câmara dos Deputados.
Material produzido pela
Assessoria de Imprensa:
Telefones: (0**21) 2649314 e 5877579
Fax: (0**21) 2844350
E-mail: asduerj@uerj.br
|