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SINDICATO? PRÁ QUE?
NOSSA CASA COLETIVA, NOSSA IDENTIDADE
NOSSO INSTRUMENTO DE LUTA
QUESTÕES A UM TRABALHADOR QUE LÊ
Helder
Molina
Historiador
- UFF, mestre em Educação - UFF, professor da Faculdade
de Educação da UERJ, Doutorando em Políticas Públicas
e Formação Humana - UERJ, educador e pesquisador sindical,
assessor de formação da CUT-RJ e do SINDPD-RJ
- O
sindicato existe para defender os direitos dos trabalhadores. Nossos
direitos são frutos de muitas lutas,e para garanti-los temos
que ter um sindicato forte e de luta.
- Hoje
temos emprego, salário, previdência, plano de saúde,
e tantos outros direitos garantidos. Milhões de trabalhadores
não têm. Amanha, quem garante que não estaremos
sem emprego, vivendo na informalidade, sem salário, sem renda,
sem direitos, sem futuro? E pensando nisso que nos organizamos em sindicatos
- Os
direitos que os trabalhadores têm, hoje, são fruto de muitas
lutas, vindas desde o século XIX. Duros combates e mobilizações
para melhorar a vida dos trabalhadores se deram não só
no Brasil (desde a escravidão), mas no mundo inteiro.
- A
luta pela definição, e depois pela redução
da jornada de trabalho, vem de 150 anos. Quando não havia sindicatos,
nem direitos trabalhistas. Era o patrão quem decidia o preço
da força de trabalho e a duração da jornada. Eram
de 14 ou 16 horas diárias, e o trabalho das crianças e
mulheres não remunerados.
- Só
na década de 1920 os trabalhadores conquistaram a jornada de
8 horas diárias. E no Brasil foi em garantida na lei só
em 1932. A vida produtiva de um trabalhador não passavam
de 25 anos de trabalho. Viravam bagaços humanas nas engrenagens
das fábricas.
- Só
a partir de 1910 foram garantidos o descanso aos domingos e o direito
a férias. E essas conquistas foram a custa de muitas greves,
mobilizações de massas, sofrendo repressões violentas,
torturas, prisões, desaparecimentos, mortes. Operárias
queimadas vivas numa fábrica de Chicago são prova disso
- Os
grandes banqueiros e empresários só acumulam lucros porque
exploram os trabalhadores. Dinheiro não nasce em árvore,
nem cai do céu. O lucro privado ou estatal é produto da
exploração do trabalho e do trabalhar e da ausência
de políticas sociais de distribuição da riqueza
e dos benefícios gerados pelo trabalho humano, ou quando o Estado
vira um comitê de negócios e interesses das classes que
dominam a sociedade e monopolizam a economia
- O
13º salário foi conquistado após grandes greves,
confrontos sangrentos, desde 1953, em São Paulo. E só
foi reconhecido em lei em 1962, no governo Goulart, após uma
década de lutas.
- As
leis de aposentadoria, contra acidentes de trabalho, da licença-maternidade,
da periculosidade e insalubridades, fundo de garantia por tempo de serviço,
todas, foram resultados de muitas lutas, sem nenhuma dádiva do
Estado e dos patrões.
- Foram
presos mais de cinco mil trabalhadores metalúrgicos, em greve,
na frente do sindicato, em São Paulo. Para conquistar um direito
que os trabalhadores já tinham na Europa, Japão e nos
EUA, menos no Brasil. Questão social no Brasil sempre foi caso
de polícia.
- Nada
veio por bondade dos patrões, dádiva do Estado, vontade
de Deus, ou por sorte de alguns trabalhadores. Ao contrário,
só a resistência, a organização, a luta,
a mobilização coletiva, traz conquista e direitos.
- A
empresa privada ou estatal, para implantar banco de horas tem, por força
da Convenção Coletiva, negociada pelo sindicato, que se
submeter às regras instituídas para proteger nossos direitos.
- Todo
trabalhador tem direito de se sindicalizar, exercer sua cidadania sindical,
opinar, discordar, propor, eleger e ser eleito, desde que participe
ativamente da vida de seu sindicato.Quando sindicalizado, não
precisa descontar a Contribuição Assistencial, que é
decidida em Assembléia.
- Por
força da Convenção Coletiva, negociada pelo sindicato,
as horas extras de domingos e feriados não podem ser compensadas
no Banco de Horas, isso é uma conquista de duras lutas e conflituosas
negociações.
- Nunca
é demais registrar: Do céu só cai chuva, sol e
as benções da fé. Todos os direitos trabalhistas,
direitos sociais, políticos, que temos hoje, foram conquistados
através de muita lutas da organização sindical,
dos movimentos sociais. Tudo é fruto de lutas. Se lutando já
é difícil, sem luta é muito mais!
- O
sindicato, ao cobrar Contribuição Assistencial dos trabalhadores
dos trabahadores não sindicalizados, faz um ato de justiça,
pois as despesas de uma campanha salarila são grandes, e os direitos
e benefícios, quando conquistados e garantidos, são distribuídos
a todos e todas, os que lutaram e os que não lutaram. Não
é justo que só os sindicalizados se responsabilizem pelos
custos. Os sindicalizados sustentam a entidade, sempre, antes e após
as campanhas salariais.
- Por
conseqüência desse ato, a Contribuição Assistencial
visa garantir recursos para as despesas da campanha salarial, como cálculos
e acompanhamentos estatísticos e sóci0-econômicos,
assessoria jurídica, produção de boletins, viagens
para negociações, materiais, jornais, publicações
de editais)
- O
trabalhador sindicalizado tem direito garantido de assistência
jurídica, seja individual ou coletivo, com advogados de direitos
trabalhista, criminal e cível ( atendendo demandas administrativas
e judiciais de condomínio, taxas, contratos, direitos lesados,
defesa do consumidor)
- O
trabalhador sindicalizado tem direito a descontos em diversas instituições
de ensino, lazer, esporte, saúde e outras, com as quais o sindicato
tem convênio. Uma negociação salarial é longa,
difícil, cansativa, com avanços e recuos, ainda mais em
tempos de Crise. O sindicato negocia duramente para que você tenha
reajustes sobre o salário, sobre o tíquete e todas as
outras cláusulas que envolvem valores monetários.
- Tenha
certeza que, se dependesse da empresa você receberia 0% de reajuste
salarial e seus direitos seriam reduzidos e benefícios retirados.
Só não nos atacam mais, porque lutamos coletivamente,
e porque o sindicato luta com você.
- No
setor privado, o sindicato tem negociado Acordos de Participação
nos Lucros e Resultados (PLR) com várias empresas e você
pode se mobilizar e incluir sua empresa nessa relação.
Isso não significa que abandonamos nossa luta contra a propriedade
privada e o capitalismo. Mas trata-se de receber parte do que nos é
roubado pelos patrões. Só o sindicato pode negociar e
assinar a PLR, pela CLT o sindicato tem o monopólio da negociação
coletiva.
Pense
em tudo isso, e fortaleça seu sindicato, ele é fraco sem
você, mas é poderoso se unimos forças com ele. Você
é ele.
Helder
Molina - Maio de 2009
Helder
Molina
Historiador
- UFF, mestre em Educação - UFF,
Doutorando
em Políticas Públicas e Formação Humana -
UERJ, educador e pesquisador sindical, assessor de formação
da CUT-RJ e do SINDPD-RJ
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