Fábrica de Pó e Pastilhas em Resende
A CONTREN tem como objetivo neste artigo
ampliar a discussão com todos os setores sobre as questões que
envolvem o projeto de implantação das linhas de produção de
pó e pastilhas por parte da INB, dentro de um panorama de
avaliações quanto à sua necessidade em função do mercado,
possibilidades de resultado positivo e dúvidas sobre as
questões de segurança.
Recentemente o seguinte aviso foi publicado na
imprensa nacional:
Requerimento de licença
A Indústrias Nucleares do Brasil S.A.-INB torna público que
requereu ao Instituto Brasileiro do Meio ambiente e Recursos
Naturais Renováveis-IBAMA, a licença de Operação das
linhas de conversão de hexafluoreto de urânio (UF6) em
dióxido de urânio(UO2) e sinterização do dióxido de
urânio em pastilhas na Fabrica de Elementos
Combustíveis-FEC, na Rodovia Presidente Dutra, Km
330-Resende-RJ. Foi determinado que seja elaborado um Estudo
de Impacto Ambiental.
Isto demonstra a certeza, por parte dos
dirigentes da Secretaria de Assuntos Estratégicos, sobre uma
decisão favorável à implantação das novas linhas de
produção nas instalações da INB-Indústrias Nucleares do
Brasil, situadas no Município de Resende do Estado do Rio de
Janeiro.
Na avaliação da CONTREN, as novas fábricas
de pó e pastilhas seriam uma ampliação natural das atividades
da INB, tendo inclusive sido concebidas pela antiga NUCLEBRÁS
para ser instaladas no então denominado Complexo Industrial de
Resende-CIR, de forma a possibilitar uma maior capacitação
tecnológica e mercadológica para a INB, possibilitando ainda a
ampliação da capacidade tecnológica do país e a abertura de
novos postos de trabalho na região.
Todavia, a CONTREN quer, publicamente,
manifestar o protesto de tais iniciativas serem tomadas à margem
da sociedade brasileira, com a exclusão explícita da
participação das entidades representativas dos trabalhadores,
com a exclusão do debate púbico e, mantendo a tradição do
setor nuclear, com ameaças e restrições ao livre exercício da
liberdade de expressão.
A INB baixou, nos moldes dos regimes
discricionários, uma "Portaria Administrativa" que
proíbe a seus empregados, sob pena de punição interna, a
manifestação, sem a prévia censura interna, sobre assuntos
referentes à atividade nuclear. Recentemente, dirigentes
sindicais e da Associação de Empregados da INB foram punidos
por, exercendo o mais legítimo direito de cidadania,
manisfestarem na imprensa e em ato público realizado nas entrada
das instalações da empresa em Resende, suas discordância a
respeito da forma obscura como vêm sendo conduzidos os programas
de gestão e ampliação da atividade nuclear.
REPUDIAMOS O AUTORITARISMO.
SÓ UM GOVERNO DE DÉSPOTAS
CERCEIA A LIBERDADE DE EXPRESSÃO
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