A energia nuclear - Textos e opiniões

Estará o governo brasileiro buscando a produção da BOMBA ATÔMICA?

O JORNAL DO BRASIL de 4 de junho de 1997 traz em sua página 3 do primeiro caderno a seguinte reportagem:

"Exército reativa projeto nuclear.

Reserva biológica terá reator capaz de produzir plutônio.
"Sem o conhecimento da população e qualquer debate público, o governo federal decidiu reativar um antigo projeto do Exército: a construção de um reator de gás-grafite, capaz de produzir plutônio - elemento combustível para bombas atômicas -, dentro de uma reserva ecológica, no Rio de Janeiro. O reator plutonígero, também denominado Projeto Atlântico, está sendo elaborado elo Instituto de Projetos Especiais (IPE), do Centro de Tecnológico do Exército (CTEx), em Guaratiba (...) Se no CTEx o clima é de entusiasmo, na vizinhança há preocupação e desconfiança. A organização ambientalista SOS Baia de Sepetiba, composta por 27 entidades, quer que o governo desista do projeto. "Nada vai nos convencer da importância desse reator para gerar plutônio".

A matéria segue com uma série de informações adicionais, e importantes, sobre o assunto.
Em diversos foruns, inclusive da CONTREN, já se denunciou a existência deste descabido projeto e também, a algum tempo também se denuncia o despropósito do projeto de submarino nuclear da Marinha de Guerra e o desenvolvimento de pesquisas pela Aeronáutica manifesta seu REPÚDIO a mais esta brutalidade cometida pelas Forças Armadas com a conivência da Secretaria de assuntos Estratégicos comandada por Ronaldo Sardenberg e pela Comissão Nacional de Energia Nuclear comandada por José Mauro Esteves.
Estes programas, sobre os quais não são dados maiores esclarecimentos à sociedade brasileira, envolveram recursos da ordem de bilhões de dólares, negócios até hoje obscuros com outros países (entre eles o Iraque), além de causarem desgaste à imagem de um país que se pretende vender como democrático e pacífico.
Entendo que todo o desenvolvimento no setor nuclear deve ser buscado em nome da sociedade e estar subordinado ao mais amplo processo democrático de discussão sobre as prioridades e projetos de modo a garantir o instrumento constitucional que assegura:

"toda a atividade nuclear em território nacional somente será admitida para fins pacíficos e mediante aprovação do Congresso Nacional (Constituição da república Federativa do Brasil, Art. 21, XXIII-a.

Entendo ainda que, além do respeito à lei, a sociedade brasileira deve exigir do governo (tão ávido em doar nossos recursos naturais e estratégicos),caso haja o interesse no desenvolvimento da tecnologia nuclear, que o mesmo ocora com absoluta segurança dos cidadãos e cuidados para com a preservação do meio ambiente, para fins EXCLUSIVAMENTE CIVIL e, controlado por um organismo de estado, com indepência administrativa, que tenha além da participação do poder executivo, a participação legislativo e de amplos setores da sociedade civil e que seja ainda responsável pelo levantamento e avaliação dos projetos nucleares, clandestinos, desenvolvidos pelas Forças Armadas.

O que nos preocupa, e assusta enormemente, diz respeito sobre qual o uso que o exército brasileiro pretente para o plutônio gerado em seu reator.

João Manoel Gonçalves Barbosa

ENERGIA NUCLEAR NÃO COMBINA COM MILITAR
O QUE FAZ A ÁREA DE ESPIONAGEM DO GOVERNO BRASILEIRO CONTROLANDO A ATIVIDADE NUCLEAR?



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